
Fernando Duarte (Lisboa, 1979) é coreógrafo, professor e investigador, com um percurso de referência na dança clássica e contemporânea portuguesa. Reconhecido pela sua capacidade de reinventar o repertório clássico e de estabelecer pontes entre tradição e contemporaneidade, tem vindo a afirmar-se como uma das vozes nacionais mais relevantes na renovação do bailado narrativo no século XXI.
Formou-se na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, sob orientação de Maria Bessa e António Rodrigues. No último ano do curso integrou, como bailarino estagiário, a Companhia de Dança Contemporânea.
Em 1996 ingressou na Companhia Nacional de Bailado, onde viria a tornar-se Bailarino Principal. Ao longo da sua carreira interpretou os grandes papéis do repertório clássico, bem como obras do universo neoclássico e contemporâneo, afirmando-se como um intérprete de grande versatilidade. Entre 2005 e 2007 integrou o Ballet Nacional da Noruega como Solista, período durante o qual as suas interpretações mereceram destaque na imprensa internacional.
Entre 2011 e 2017 foi Mestre de Bailado na Companhia Nacional de Bailado. Nesse período, a diretora artística Luísa Taveira convidou-o a criar novas versões coreográficas de alguns dos mais emblemáticos títulos do repertório clássico - O Lago dos Cisnes (2013), O Quebra-Nozes (2014), O Pássaro de Fogo (2015) e La Bayadère (2016) - revelando a sua capacidade de dialogar com os grandes clássicos e reinterpretá-los para novos contextos artísticos e públicos contemporâneos.
Em 2018, juntamente com Solange Melo, foi cofundador e co-diretor artístico da estrutura Dança em Diálogos. Nesse mesmo ano recebeu o Prémio da Dança Anna Mascolo, atribuído pela Mirpuri Foundation, pelo bailado Murmúrios de Pedro e Inês.
A sua criação coreográfica distingue-se pela revisitação contemporânea dos grandes bailados narrativos do final do século XIX e início do século XX, bem como pela criação de um novo repertório que dialoga com a memória cultural portuguesa. Entre as suas obras destacam-se O Primo Basílio (2020) e Memorial do Convento (2022), aos quais se junta a recente criação Os Maias (2025) para a Companhia Nacional de Bailado.
Entre 2021 e 2023 foi Diretor Artístico e orientador do projeto Radio(grafias) Iguais, da Dança em Diálogos, iniciativa de coesão social e artística integrada na primeira edição do programa PARTIS & Art for Change, promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Fundação La Caixa.
Entre 2021 e 2024 foi co-curador artístico do Ciclo de Bailado em Seteais e, entre 2022 e 2024, do ciclo A Música Também Dança, no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra.
A sua atividade pedagógica no ensino artístico especializado iniciou-se em 2008, na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal. Entre 2018 e 2024 foi docente na Escola Artística de Dança do Conservatório Nacional, tendo sido também regularmente convidado a lecionar e orientar formações em diversas escolas e instituições de dança, em Portugal e no estrangeiro.
Em setembro de 2024 assumiu o cargo de Diretor Artístico da Companhia Nacional de Bailado, tornando-se o primeiro diretor da instituição selecionado através de um concurso internacional para a função.
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