NOTÍCIAS


Electra 

TimeOut
Ana Dias Ferreira


Há quem conheça o nome por causa da expressão complexo de Electra, usada na psicanálise para designar a atracção da filha pelo pai. Entre muitas outras coisas, essa é a história de Electra, a personagem da mitologia grega que manda matar a mãe para vingar a morte de Agamemnon, o pai, e que a coreógrafa Olga Roriz foi buscar como inspiração para o seu novo solo, que se estreia esta quinta-feira no Teatro Camões, às 21.00.

Há dois anos que Roriz não dançava um solo, e é a própria que diz que esta talvez seja a última vez que o faz. “Na minha idade [54 anos] já não é normal que eu dance uma hora. Sabemos que os bailarinos coreógrafos geralmente dançam até tarde, mas eu tenho a noção do tempo e o que é verdade é que o meu corpo sofre com isto.”

No ano em que a coreógrafa prepara uma mega produção da Sagração da Primavera, a ser apresentada no CCB, em Maio, Electra corresponde a um “privar mais íntimo”. “Há uma diferença entre ver um dos espectáculos criados para a Companhia Olga Roriz ou um solo dançado por mim”, diz a coreógrafa. “É como ir a minha casa e ser convidado para a sala ou chegar até ao quarto. Esta sou mesmo eu.”

Em Electra, Roriz está no meio de um palco enorme e “descarnado”. Logo à primeira vista é evidente a solidão de uma mulher que está permanentemente à espera que alguém chegue. Esse é um dos temas deste espectáculo, mas há outros, retirados de várias leituras que a coreógrafa fez de diferentes versões da tragédia de Electra: “a complexidade da mulher que espera; a clausura de quem não sai do mesmo sítio; o lado feminista e da vingança; e o lado real da princesa que sente a dor de não ter vivido o amor e que envelhece sozinha.”



UM FRESCO DANÇADO SOBRE AS EMOÇÔES HUMANAS
2014-10-22

Criar uma coreografia contemporânea inspirada no Sturm und Drang - o breve e emblemático movimento artístico germânico (literalmente, “tempestade e ímpeto”) que, entre 1760 e 1780, contestou o racionalismo iluminista sinalizando a transição para o subjectivismo romântico - não era um desafio fácil.

 
SENTIR PRIMEIRO, PENSAR DEPOIS E DANÇAR SEMPRE
2014-10-17

Nova criação de Rui Lopes Graça mistura bailarinos e músicos numa peça atravessada por emoções violentas, desmesuradas. Porque havemos de estar sempre a pensar?
 
TEMPESTADES. A CONTAMINAÇÂO DO CLÁSSICO
2014-10-17

Sturm und Drang diz-lhe alguma coisa? Pois bem, é a base do novo espectáculo da CNB. Coreografia de Rui Lopes Graça e música de Pedro Carneiro.


 
JOSEFINA TOCA VIOLINO DESCALÇA E DEIXA-SE LEVAR PELA DANÇA
2014-10-17

Músicos e bailarinos juntam-se em 'Tempestades', a nova coreografia de Rui Lopes Graça com a Companhia Nacional de Bailado e a Orquestra de Câmara Portuguesa. Estreia hoje (17 Out.), no Teatro Camões, Lisboa.

 
COMPANHIA NACIONAL DE BAILADO ESTREIA TEMPESTADES

2014-10-17

A nova criação do coreógrafo Rui Lopes Graça, intitulada "Tempestades", com conceção musical de Pedro Carneiro, tem hoje (17 Out.) estreia mundial pela Companhia Nacional de Bailado (CNB) no Teatro Camões, em Lisboa.

 
Páginas:
Notícias por categoria:
Imprensa (123)
Televisão (28)
Revistas de Dança (5)
Rádio (14)
Blogs (3)
Críticas (9)
Jornais Digitais (57)
Outros (3)
Todas (230)
Consultar Arquivo