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Electra 

TimeOut
Ana Dias Ferreira


Há quem conheça o nome por causa da expressão complexo de Electra, usada na psicanálise para designar a atracção da filha pelo pai. Entre muitas outras coisas, essa é a história de Electra, a personagem da mitologia grega que manda matar a mãe para vingar a morte de Agamemnon, o pai, e que a coreógrafa Olga Roriz foi buscar como inspiração para o seu novo solo, que se estreia esta quinta-feira no Teatro Camões, às 21.00.

Há dois anos que Roriz não dançava um solo, e é a própria que diz que esta talvez seja a última vez que o faz. “Na minha idade [54 anos] já não é normal que eu dance uma hora. Sabemos que os bailarinos coreógrafos geralmente dançam até tarde, mas eu tenho a noção do tempo e o que é verdade é que o meu corpo sofre com isto.”

No ano em que a coreógrafa prepara uma mega produção da Sagração da Primavera, a ser apresentada no CCB, em Maio, Electra corresponde a um “privar mais íntimo”. “Há uma diferença entre ver um dos espectáculos criados para a Companhia Olga Roriz ou um solo dançado por mim”, diz a coreógrafa. “É como ir a minha casa e ser convidado para a sala ou chegar até ao quarto. Esta sou mesmo eu.”

Em Electra, Roriz está no meio de um palco enorme e “descarnado”. Logo à primeira vista é evidente a solidão de uma mulher que está permanentemente à espera que alguém chegue. Esse é um dos temas deste espectáculo, mas há outros, retirados de várias leituras que a coreógrafa fez de diferentes versões da tragédia de Electra: “a complexidade da mulher que espera; a clausura de quem não sai do mesmo sítio; o lado feminista e da vingança; e o lado real da princesa que sente a dor de não ter vivido o amor e que envelhece sozinha.”



DA POESIA À DANÇA
2014-11-13

Paulo Ribeiro e Luís Tinoco criam a partir do poema de Ricardo Reis

 
A MATÉRIA FEMININA
2014-11-12

Uma linha de mulheres evolui em silêncio no fundo do palco. Este é o princípio e em parte o fim
 
MUSA MAIS QUE MODERNA
2014-11-11

Numa obra que destaca com eficácia o valor do formalismo, Paulo Ribeiro actualizou discretamente a representação da mulher, reconhecendo uma mudança essencial face à época que lhe serviu de inspiração


 
VEM DANÇAR COMIGO, LÍDIA
2014-11-09

Até dia 16, a Companhia Nacional de Bailado leva "Lídia" ao palco do Teatro Camões. É a mais recente criação de Paulo Ribeiro, com música de Luís Tinoco

 
"LÍDIA" NO TEATRO CAMÕES
2014-11-08


"Lídia" é a nova coreografia de Paulo Ribeiro para a Companhia Nacional de Bailado, que pode ser vista até 16 de novembro, no Teatro Camões, em Lisboa
 
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