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Electra 

TimeOut
Ana Dias Ferreira


Há quem conheça o nome por causa da expressão complexo de Electra, usada na psicanálise para designar a atracção da filha pelo pai. Entre muitas outras coisas, essa é a história de Electra, a personagem da mitologia grega que manda matar a mãe para vingar a morte de Agamemnon, o pai, e que a coreógrafa Olga Roriz foi buscar como inspiração para o seu novo solo, que se estreia esta quinta-feira no Teatro Camões, às 21.00.

Há dois anos que Roriz não dançava um solo, e é a própria que diz que esta talvez seja a última vez que o faz. “Na minha idade [54 anos] já não é normal que eu dance uma hora. Sabemos que os bailarinos coreógrafos geralmente dançam até tarde, mas eu tenho a noção do tempo e o que é verdade é que o meu corpo sofre com isto.”

No ano em que a coreógrafa prepara uma mega produção da Sagração da Primavera, a ser apresentada no CCB, em Maio, Electra corresponde a um “privar mais íntimo”. “Há uma diferença entre ver um dos espectáculos criados para a Companhia Olga Roriz ou um solo dançado por mim”, diz a coreógrafa. “É como ir a minha casa e ser convidado para a sala ou chegar até ao quarto. Esta sou mesmo eu.”

Em Electra, Roriz está no meio de um palco enorme e “descarnado”. Logo à primeira vista é evidente a solidão de uma mulher que está permanentemente à espera que alguém chegue. Esse é um dos temas deste espectáculo, mas há outros, retirados de várias leituras que a coreógrafa fez de diferentes versões da tragédia de Electra: “a complexidade da mulher que espera; a clausura de quem não sai do mesmo sítio; o lado feminista e da vingança; e o lado real da princesa que sente a dor de não ter vivido o amor e que envelhece sozinha.”



BARBORA JÁ PODE CORRER NA RUA SEM MEDO
2015-01-30

Após ter anunciado em Junho de 2014 a sua despedida como bailarina, Barbora Hruskova regressa ao Teatro Camões, em Lisboa. Em A Perna Esquerda de Tchaikovsky, cruza memórias de coreografias com um tom confessional escrito por Tiago Rodrigues e acompanhado ao piano por Mário Laginha.

 
O SONHO TORNADO REALIDADE

2014-12-13

O "Quebra-Nozes" já não é o que era, mas ainda é um pouco o que era, na nova versão da CNB
 
QUEBRA NOZES NA CNB COM OUTRAS CORES
2014-12-12

A Companhia Nacional de Bailado tem em cena O Quebra Nozes.
 
QUASE UMA VIDA A VESTIR TODAS AS ARTES
2014-12-09

É a maior exposição feita em Portugal de figurinos para dança, teatro e ópera. Reúne 187 peças de António Lagarto, a celebrar 35 anos de carreira, e abre na quinta-feira [11 dez], no Museu do Design e da Moda, em Lisboa.

 
QUEBRA-NOZES QUEBRA-CABEÇAS
2014-12-07

Neste ano, o clássico de Natal da Companhia Nacional de Bailado tem pouco, ou nada, de clássico.

 
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