FESTIVAL MADRID
DANÇA EM LISBOA
MADRID DANÇA EM...

De 8 a 11 de Abril no Teatro Camões

Madrid Dança em... é um festival que tem como objectivo exportar e promover a cultura da dança de Madrid noutros países, criando um espaço novo de diálogo e difusão cultural entre países através do formato de Festival de Dança.
Como objectivo prioritário, este festival propõe realizar intercâmbios com companhias de dança contemporâneas.

Historial
O primeiro festival foi realizado em Praga (República Checa), em 2006. Para complementar os quatro dias de festival, foram realizadas actividades paralelas: workshops de divulgação e mesas redondas com intercâmbios de opiniões. O ponto culminante aconteceu no quinto dia, através de uma gala de solistas, com os bailarinos principais das companhias de Madrid e os solistas de renome das companhias locais.

O sucesso da proposta levou à repetição posterior, nas cidades de Roma (2007), Varsóvia (2008) e Buenos Aires (2009), recreando o modelo original, com pequenas variações.

Em Portugal
Em Lisboa, o festival tem o apoio da CNB, residente no Teatro Camões, como anfitriã.

O parceiro local é a companhia VORTICE Dance Company, que está envolvida com um espectáculo de 30 minutos.
Desta vez, as companhias que participam no festival são:


Larumbe Danza - sedeada em Coslada, Madrid, com a obra AZUL OU O RITMO DA VIDA

Losdedae - companhia com sede em Alcala de Henares - Prémio Nacional Dança-Interpretação 2006 com a obra ME AMONTONO

Dani Pannullo Dance Theatre Company - com a obra DESORDANCES 4

Arrieritos - Prémio Nacional de Dança 2004, com um excerto da obra DESPÍDETE DE TI, CARMEN
Vortice Dance Company - Sob a direcção artística dos coreógrafos e bailarinos Cláudia Martins e Rafael Carriço, a companhia VORTICE.Dance, é residente no Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz.



LOSDEDAE
| 8 Abril
COMPANHIA LOSDESDAE

ME AMONTONO
Crónica da incerteza

Este trabalho é a continuação do solo Ni Moderno ni Belga, criado a partir de uma questão que Chevi Muraday coloca, “estamos no poder de quem?”, a partir do qual surge a reflexão sobre a situação actual da dança em Espanha.
Este espectáculo nasce numa altura em que, por circunstâncias distintas, a estabilidade e o trabalho da Companhia Losdedae foram afectados, surgindo assim a necessidade de comunicar ao público e torná-lo participante desta situação.
Chevi Muraday cria, assim, uma história onírica e sugestiva, apoiada por uma cenografia composta por roupas brancas, música de Ricardo Miluy e um trabalho muito físico dos bailarinos de Losdedae.

LOSDEDAE
A Companhia Losdedae foi criada em 1997 pelo bailarino e coreógrafo Chevi Muraday e conta com trinta e uma coreografias no seu repertório. Com grande recepção pela parte da crítica e do público, Losdedae tem participado em festivais e mostras tendo sido premiada no Concurso Coreográfico de Maspalomas pela coreografia El cemento crio hierba.
Actuou por toda a Espanha e visitou vários países como Filipinas, Turquia, Itália, Chipre, Argentina, Polónia, entre outros.
Em 2006, 2007, 2008 e 2009 a Companhia Losdedae é convocada para representar a cidade de Madrid no Festival Madrid dances in… que leva a companhia a dançar a Praga (2006), Roma (2007), Varsóvia (2008) e Buenos Aires (2009).



FICHA TÉCNICA

Coreografia Chevi Muraday · Música Ricardo Miluy · Desenho de luz Iván Martín · Cenografia Keywork · Figurinos Losdedae




DANI PANNULLO | 9 Abril

DANI PANNULLO, DANCE THEATRE Co.
Desordances-4

Na quarta edição do Ciclo Desordances, Dani Pannullo propõe-nos um espectáculo que reunirá em cena dança contemporânea, flamenco e a mais pura expressão de street-dance através do b-boying, dança hip-hop e break-dance.
A origem desta proposta surgiu quando o Conselho de Turismo da Comunidade de Madrid, convidou a Companhia de Dani Pannullo para apresentar um espectáculo de dança que representaria Madrid no seu stand no World Travel Market em Londres e na festa da Noite de Espanha no Hipódromo, em Novembro de 2007. Desordances 4 pretende ser uma visão actual e jovem da dança contemporânea, do flamenco e da dança urbana em Espanha, que dá a conhecer as tradições aos jovens de todas as culturas e idades, dentro e além fronteiras.

DANI PANNULLO, DANCE THEATRE Co.
A Companhia surgiu em 1999. Dani Pannullo sentiu necessidade de trasladar para cena todo o seu universo estético e vital, introduzindo pela primeira vez em Espanha, um conceito de espectáculo até então nunca antes conhecido.
Desde o seu início que Dani Pannullo Dance Theatre Co. se foi nutrindo de bailarinos provenientes das mais variadas disciplinas: break dance, dança contemporânea, butoh japonês, ginástica rítmica e performance. Por isso mesmo, a selecção musical cobre um amplo espectro que vai desde o jazz, ao hip-hop, à música abstracta, à electroacústica, a músicas populares, etc.



FICHA TÉCNICA


Direção Geral Dani Pannullo · Música Vários · Desenho de luz Lola Barroso · Figurinos Carlos Diez Diez, Davidelfin, Converse & Jockey ·
Produção Claudia Morgana/ Danzas del Mundo · Assistente de direcção Itxaso Álvarez Cano



ARRIERITOS, VORTICE | 10 Abril

1ª Parte

ARRIERITOS
DESPÍDETE DE TI, CARMEN

Tudo está tremendo
A terra, a casa... Eu.
O sexo me treme.
Te digo que... Se te amo, despede-te de ti

Jean-Luc Godard, Carmen, paixão e morte, Prénom Carmen 1983


ARRIERITOS
Para a sua actividade artística a companhia conta com o apoio da Direcção Geral das Artes/ Ministério da Cultura.
A companhia Arrieritos nasce em 1996 a partir de uma proposta do Teatro Pradillo (Madrid) para a realização de um espectáculo dentro do projecto La outra mirada del Flamenco.
Desde então Arrieritos estreou Arrieritos somos… (1996), Ande yo caliente… (1997), Todos los gatos son pardos (1999), Despacio y Solitos (2000), Diario de un abrigo (2001), Tablaos, Fiestas y Saraos (2002), Entablao (2003), Oh, Solo mío (2004), 13 rosas (2005), 1+1=3 o la pequeña historia del Sr. Cuki (2007) e recentemente Europa (el rapto) (2008).
Arrieritos conseguiu consolidar uma linha de trabalho baseada na mestiçagem de diferentes estilos tanto musicais como cénicos. Um passo firme adiante no mundo do Flamenco e da Dança Contemporânea que foi reconhecido pela crítica e pelo público.

A companhia Arrieritos continua a sua caminhada no mundo da criação e nesta ocasião atreve-se a revisitar a história mais interpretada da mitologia "hispânica". Um novo objetivo para esta companhia que, depois de 13 anos no panorama da dança, desafia toda a crise colocando mãos à obra.
A novela de Prosper Merimée serve-nos como fonte de informação e de inspiração para construir Despídete de ti (Carmen).
As laranjas, a água, a traição, as mantilhas, a dominação, as castanholas, os uniformes, o desejo, os sapatos vermelhos, a luxúria, os pentes de adorno, a busca de amor, o risco... a morte.
A ópera de George Bizet é o suporte para dar um ponto de vista sobre as emoções mais conhecidas e sobre os aspectos mais desconhecidos que a nós, desde as primeiras leituras, nos chamaram a atenção deste personagem.



FICHA TÉCNICA

Coreografia e Interpretação Mar López, Vicky P. Miranda, Elena Santonja e Patricia Torrero · Música George Bizet e Tony Gatlif · Desenho de luz Sergio Spinelli, Cenografia Sergio Spinelli e Florencio Campo · Figurinos Rosa Engel · Roteiro, Direcção David Picazo e Florencio Campo



2ª Parte

VORTICE DANCE COMPANY
SOLILOQUY about wonderland

SOLILOQUY (discurso para si mesmo) about Wonderland (sobre o paraíso) , retrata muitas situações do quotidiano às quais todos reagimos de forma instintiva e semelhante. Coisas da vida, sobre as quais já alguém falou num discurso perdido, algures... que se ficou por isso mesmo. A inevitabilidade da morte, problemas de solidão, problemas do coração, problemas ambientais, problemas que não seriam fatais se simplesmente ouvíssemos... Durante a peça, o público desfrutará de momentos verdadeiramente intimistas, contrastantes com outros de puro gozo, em que as personagens se vestem de glamour num ambiente nocturno e de festa. Uma metamorfose que poderá ser vista como uma terapia, alternativa às desilusões e à incapacidade de, sozinhos, suplantarmos a tristeza do mundo. Mas há sempre uma esperança, uma luz que se mantém acesa mesmo debaixo da chuva intensa.

VORTICE Dance Company
Sob a direcção artística dos coreógrafos e bailarinos Cláudia Martins e Rafael Carriço, a companhia VORTICE.Dance, residente no Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz, desenvolve o seu trabalho na área da dança contemporânea, sendo uma das mais prestigiadas companhias portuguesas e das que mais prémios tem recebido além fronteiras



FICHA TÉCNICA

Coreografia Cláudia Martins e Rafael Carriço · Cenografia / Videografia / Sonoplastia Rafael Carriço · Desenho de luz Sérgio Roberto ·
Figurinos Cláudia Martins · Música Phillip Glass, Maurice Fulton, Kronos Quartet, Daft Punk, Nino Rota, Eric Satie, Oswaldo Ferrés, Camille Saint-Saens, Arvo part, Billie Holiday, Claude Debussy, Charlie Chaplin



LARUMBE DANZA | 11 Abril
ESPECTÁCULO PARA FAMÍLIAS

LARUMBE DANZA
AZUL EL RITMO DE LA VIDA


Azul

é o mar.
O Céu.
É o nosso planeta.
Ritmo é o grande
director de orquestra
que organiza
a vida quotidiana
de todos os seres
e elementos
que o habitam.
E da nossa galáxia.
E de todas as galáxias.
E do Universo.

Descobrir o que nos une com o mundo. LARUMBEdanza cria AZUL para convidar o ser humano de todas as idades, raças e nacionalidades, a conectar com o seu próprio ritmo, um ritmo partilhado com o pulsar da vida e do universo.
LARUMBEdanza relata através de AZUL os processos do universo, da vida e do homem. AZUL convida-nos a encontrar a nossa própria resposta a estas questões: qual é nosso lugar com relação ao Universo? É o Ser Humano consciente de que existe? E portanto, por que se permite alterar o seu ritmo?
Fruto de uma intensa pesquisa, para nos aproximar do seu reflexo, o universo é simbolizado através de um intenso e poético jogo de luzes, produzido por esferas gigantes y leds, que se desenham no espaço através do movimento coreográfico.

A vida, por outro lado, nasce do movimento e das projecções sobre as longas telas plásticas para piscina que simbolizam o mar.
O ritmo da vida expressa-se através de uma coreografia enérgica, lúdica, fresca e colorida, baseada na manipulação de acessórios e vestuários nos quais a luz (laser, fluorescentes, luz negra) e as projecções são protagonistas.
A música, em forma de banda sonora eclética e sugestiva, intercala criações originais com obras clássicas, modernas e contemporâneas.
AZUL conta com uma linguagem cinematográfica porque a imagem está presente em todos os momentos, mas também porque três dos quatro quadros têm a sua correspondente inspiração: 2001 Odisseia no Espaço, Tempos Modernos e Matrix.

LARUMBE DANZA
O peculiar estilo da Companhia Larumbe Danza provem da formação ecléctica que Karmen Larumbe transmitiu aos seus herdeiros artísticos e actuais directores da Companhia há quase 15 anos, Juan de Torres e Daniela Merlo.
A trajectória da Companhia sempre foi a constante pesquisa com uma linguagem pessoal e criativa, além de promover a dança, através de actividades que abrangem, entre outros, o intercâmbio com companhias e coreógrafos, conferências e debates e formação de novos públicos a nível nacional e internacional.
Desde 2002 Larumbe Danza forma parte de um programa de residência artística promovida e co-financiada pela Assessoria de Cultura da Comunidade de Madrid e Ayuntamento de Coslada, além de contar com o inestimável apoio do Ministério de Cultura Espanhol através do INAEM.



FICHA TÉCNICA

Coreografia Daniela Merlo, Juan de Torres · Música Original Camilo Foulkes · Outras Músicas F. Poulenc, Camerata Meiga, A. García Abril, Nei Rosauro, Joaquín Rodrigo, Chico Hugo, Ángel Villoldo · Desenho de luz Lía Alves · Cenografia Juan de Torres · Figurinos Matías Zanotti · Multimédia Jorge Barriuso / Benito Leonori





LOCAL
Lisboa, Teatro Camões



DATAS


Abril de 2010
8, 9 e 10 às 21:00

Famílias
11 às 16:00




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Classificação etária

M/3