LÍDIA


LÍDIA

Paulo Ribeiro coreografia ∙ Luís Tinoco música original ∙ José António Tenente figurinos ∙ Nuno Meira desenho de luz

Orquestra Metropolitana de Lisboa
interpretação musical ∙ Pedro Neves direção musical



Não creias, Lídia, que nenhum estio
Por nós perdido possa regressar
Oferecendo a flor
Que adiámos colher.

Cada dia te é dado uma só vez
E no redondo círculo da noite
Não existe piedade
Para aquele que hesita.

Mais tarde será tarde e já é tarde.
O tempo apaga tudo menos esse
Longo indelével rasto
Que o não-vivido deixa.

Não creias na demora em que te medes.
Jamais se detém Kronos cujo passo
Vai sempre mais à frente
Do que o teu próprio passo.


Sophia de Mello Breyner Andresen
in Dual, 1972



Desde Horácio, poeta latino do séc. I a.C., até aos nossos dias, Lídia é um nome maior de um personagem recorrente em toda a poesia europeia.

Na literatura Portuguesa, Lídia foi inspiração para poetas como Almeida Garrett, Filinto Elísio, José Tolentino Mendonça, Natália Correia, Sophia de Mello Breyner Andresen, e escritores como José Saramago, mas é sobretudo a Ricardo Reis que ela ficará intimamente ligada.

Na poética deste heterónimo pessoano, Lídia, é um pretexto para fazer ouvir a sua própria voz. Ela é uma mulher sem direito a resposta, mas a quem ele aconselha o usufruir do tempo como o correr de um rio.
Com um tom sereno, como quem deve ensinar, ele convida: Vem sentar-te comigo, Lídia (…) /depois pensemos (…) que a vida passa e não fica, nada deixa e nunca regressa (…).

Estas são também as premissas de toda uma geração de Orpheu, à qual Ricardo Reis pertenceu.

Sem olhar para trás, e sem que a minha lembrança te arda ou te fira, Lídia é a sua companheira de viagem, uma viagem que se deseja sem dor e direcionada para o futuro do tempo, como o que a dança, simbolicamente, sempre percorre com os seus passos.

Paulo Ribeiro e Luís Tinoco serão os criadores deste futuro, que celebrará em Lídia o rio que, malgré tout, correrá sempre em direção ao mar.



COMEMORAÇÕES DOS 100 ANOS DA REVISTA ORPHEU
ESTREIA MUNDIAL



LOCAL e DATAS
Viseu, Teatro Viriato 

2015

Outubro
30 e 31 às 21h30 


LOCAL e DATAS
Lisboa, Teatro Camões

2014

NOVEMBRO
7, 8, 13, 14 e 15 às 21h
9 e 16 às 16h

BILHETES ∙ 5€ a 25€ COMPRAR

ESCOLAS
12 de novembro às 15h


Espetáculos para escolas
Escolas: 3€ / Professores*: 0€
*2 professores por turma



Classificação etária

M/6

Duração
1h (aproximadamente)



ENSAIO GERAL SOLIDÁRIO (06 Nov.)



MODERNISMO EM PORTUGAL
CONFERÊNCIAS/CONVERSAS
01 NOV

AS HORAS DE SOPHIA

14 NOV



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